Ééé amigos teremos mais uma coisa útil nesse blog aqui,é o reviews de CDs,que é basicamente falaremos sobre os CDs e suas musicas,as ideias que os artistas querem passar e pra começar nada melhor que:
Ano: 1973
De início, precisamos ressaltar que este disco é considerado por muitos, simplesmente, como o melhor disco de rock progressivo de todos os tempos. Mais do que isso: é o melhor, o mais genial e o mais cerebral trabalho desta lenda chamada Pink Floyd. As vendagens astronômicas, com quase 30 milhões de cópias vendidas, o Guinnes Book, e a EMI (gravadora da banda, que como diz a lenda foi obrigada a construir fábricas especialmente para prensar este disco) só vêm a confirmar esta tese.
Não precisamos nem começar a o ouvir para termos noção da grandiosidade. Olhe para a capa: uma imagem única, umas das capas mais brilhantes da história. Mas o mais importante é que sintetiza todo o conceito do disco, que é sobre os “males” do homem moderno, a escuridão em que o mundo se encontrava e todos os problemas que afligem a humanidade. Isso em 1973. O incrível é que o disco soa bastante atual até os dias de hoje. Fora que data da época em que os egos não estavam inflados no grupo e todos conviviam em perfeita harmonia.
Há ainda a misteriosa coincidência de que, ao colocar este disco para rodar logo após o terceiro rugido do leão da Metro-Goldwyn-Mayer, no filme O Mágico de Oz, as letras encaixam-se perfeitamente nas imagens que estão passando na tela. O grupo jura até hoje que tudo foi apenas uma incrível coincidência e não tinham nenhuma intenção de fazer isso.
O grande diferencial é a unidade perfeita, a relação que os temas tem uns aos outros. É como se fosse uma só canção dividida em 9 partes e que representam um ciclo, que pode ser o ciclo da existência humana (o disco começa e termina com sons de batimentos cardíacos). Quando o disco começa vão aparecendo os temas que certamente habitam nosso imaginário durante a vida.
"Breathe” representa a passagem para o estado de consciência (“olhe em volta e encontre o seu espaço”), um mundo novo que se abre em nossa frente. “Time”, um dos grandes clássicos aqui contidos, trata do tempo ora sob uma visão anarquista de, por exemplo, David Henry Thoureau ora sob as efígies do carpe diem: “cada ano se torna mais curto / sem nunca parecer encontrar o tempo / planos que ou não chegam a nada / ou viram uma meia-página de linhas rabiscadas”.A letra é uma introdução ao conceito que permeia o disco:
Pink Floyd - "Breathe" by +dB
“Respire, inale o ar
Não tenha medo de se preocupar
Vá, mas não me deixe
Dê uma olhada por aí, escolha seu próprio chão
Por muito tempo você viverá e voará alto
E sorrisos você dará e lágrimas você irá chorar
E tudo o que você toca e tudo o que vê
É tudo o que sua vida sempre será”
“Respire, inale o ar
Não tenha medo de se preocupar
Vá, mas não me deixe
Dê uma olhada por aí, escolha seu próprio chão
Por muito tempo você viverá e voará alto
E sorrisos você dará e lágrimas você irá chorar
E tudo o que você toca e tudo o que vê
É tudo o que sua vida sempre será”
“On The Run” é o melhor exemplo da mente louca e imprevisível de Waters neste álbum. Sons meio eletrônicos, cavalgadas, ecos, uma coleção de sons estranhos... total viagem sonora. Mestre Syd Barret deve ter ficado orgulhoso...
Pink Floyd - "On The Run" by +dB
Os relógios começam a tocar, vários, ao mesmo tempo, e a introdução da guitarra parece acompanhar o título da música. Dá-nos a impressão de estar fazendo uma viagem através de todas as épocas. Só é interrompida pela voz de Waters, que começa mais vigorosa e tem passagens mais calmas e melódicas. David Gilmour dá outro show à parte: solos lindos e estilosos, virtuosismo correndo no sangue, fora a letra, que é uma poesia. Tem uma mensagem muito forte. Em resumo: “Time” ficou perfeita e não é só força de expressão. Fficou perfeita mesmo, emendada com a singela e rápida reprise de “Breathe”.
Pink Floyd - "Time" by +dB
Os relógios começam a tocar, vários, ao mesmo tempo, e a introdução da guitarra parece acompanhar o título da música. Dá-nos a impressão de estar fazendo uma viagem através de todas as épocas. Só é interrompida pela voz de Waters, que começa mais vigorosa e tem passagens mais calmas e melódicas. David Gilmour dá outro show à parte: solos lindos e estilosos, virtuosismo correndo no sangue, fora a letra, que é uma poesia. Tem uma mensagem muito forte. Em resumo: “Time” ficou perfeita e não é só força de expressão. Fficou perfeita mesmo, emendada com a singela e rápida reprise de “Breathe”.
Pink Floyd - "Time" by +dB
“The Great Gig In The Sky”, uma das poucas músicas de Wright na banda, é sem dúvida, o momento mais intenso. Em apenas 4 minutos, a voz da cantora Clare Torry, sem cantar palavras, mas sons, leva o ouvinte a uma atmosfera inimaginável onde a beleza, a loucura, a ternura e o desespero, caminham lado a lado numa viagem única e dilacerante ao lugar mais profundo de nossas almas.
Oh! O dinheiro! O bem mais caçado e desejado durante toda a história da humanidade, o responsável por guerras e matanças incalculáveis, a ambição do homem... querendo ou não é o que rege nossas vidas. Vivemos em torno dele, acorrentados. Dependemos dele pra tudo, nosso bem e nosso mal... é isso o que Waters quer mostrar nesta música, com suas composições sempre críticas e reflexivas. (“Dinheiro, é um crime/ divida-o igualmente, mas não tire um pedaço da minha torta”). “Money” é um perfeito exemplo disso. A caixa registradora no início faz com que a música seja logo reconhecida em todos os cantos do planeta, junto com a linha de baixo mais marcante da história. Cada nota penetra na sua mente sendo impossível esquecê-la. A música é cantada com ar satírico e crítico de Waters, seguida de um sax muito bem colocado (digno dos melhores trabalhos jazzísticos), até desembocar numa explosão de sons: saxofone, guitarra, bateria e baixo se encaixando perfeitamente. Numa atmosfera única, deixam-me até sem palavras para descrever. Ouça e sinta você mesmo. Acabando com a ácida e relaxada interpretação de Waters e uma irônica conversa final, um clássico eterno do Floyd, do rock e de toda boa música produzida nos últimos séculos.
“Us and them”, uma singela composição sobre solidão, isolamento e as diferenças entre pessoas. Tudo que pode resultar em cegas batalhas.Waters comparece com versos de rara inspiração (“Nós e eles / e acima de tudo / somos apenas homens ordinários / Eu e você / apenas Deus sabe / que não é o que escolheríamos fazer”) para outra contribuição musical de Wright.
E o show prossegue com a instrumental “Any Colour You Like”, onde a guitarra cria uma verdadeira onda sonora, indo e vindo e te levando junto, criando um clima único, que serve de introdução a “Brain Damage”. Alguns dizem que “Brain Damage” deve ser uma homenagem e referência a Syd Barret. Levando-se em conta a letra, parece ser mesmo; porém, mais do que uma homenagem, é uma linda música. É difícil explicar, Waters sempre perfeito, Gilmour sempre criando o clima ideal e a cada vez que a bateria de Nick Mason entra, seu nível de excitação sobe, risadas sarcásticas dão o tom final. Desfecho melhor, impossível.
“Eclipse” vem para encerrar o trabalho. Somos levados a outra dimensão, que envolve todos os sentidos, envolve nossas mentes e nos faz experimentar sensações que nunca tínhamos sentido antes. É isto que o Floyd faz com você.
“Eclipse” resume todo o que o disco representa, sintetiza perfeitamente o conceito em que estamos inseridos, tudo o que vivemos, tudo o que presenciamos. O coração pulsando ao final da música representa isso: a vida e tudo que passamos durante ela. Por isso, não vou terminar esta crítica com minha palavras, deixo a banda falar por si:
“E tudo sob o sol está em perfeita harmonia, mas o sol é tapado pela lua”.
Passaram-se dez, vinte, trinta anos e “Dark Side Of The Moon” continua arrebatando admiradores ao redor do mundo. Ele, que ficou 14 anos (!!!) nas paradas da billboard e ainda vende às centenas de milhares todos os anos, dificilmente (para nossa sorte) saíra de catálogo. E, de fato, depois de fevereiro de 1973, o mundo da música nunca mais voltaria a ser o mesmo...








Nenhum comentário:
Postar um comentário